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Nos espaços verdes coabitam o pomar, a horta, o passeio, as estadias e o lago.
Na concepção dos espaços verdes, na escolha das plantas e dos equipamentos, bem como na identificação dos espaços, é dado um grande ênfase ao estímulo dos cinco sentidos, veículo privilegiado de comunicação para a aprendizagem.
Os espaços verdes criam assim um microcosmo, com uma grande diversidade de espaços de produção e de lazer. Espaços abertos e espaços contidos, áreas soalheiras e áreas de fresco e de sombra, diversidade animal, vegetal e cultural num contexto de unidade e harmonia funcional e ambiental.
As Cores
Aloés, amendoeiras, olaias, jacarandás e jasmins sucedem-se, despertando a atenção para si e para o correr do tempo.
O Tacto
A experiência táctil está sempre presente e renovada no contacto com a terra, com a água, com os animais e com os materiais inertes - madeira, pedra, metal – que completam e valorizam esta experiência.
Os Aromas
Embora com variações de intensidade, os aromas mantém-se permanentes nas folhas dos buxos, lúcia-lima ou alecrins e apresentam-se sazonalmente nas florações das daturas, madressilvas e laranjeiras.
O Sabor
À floração segue-se um fruto comestível. Assim será no pomar e nas sebes de enquadramento com romãzeiras, figueiras, framboesas, mirtilos e medronheiros. Estes paladares vão atrair também os pássaros com as suas cores e cantares.
O Vento
Movimentando as sombras, agitando as folhas dos eucaliptos, assobiando por entre a folhagem dos bambus, é fonte de movimento e som.
A Água
As cores do céu reflectidas na água geram movimento, cor e reflexos de luz. A água a correr nas caleiras e a brotar nos repuxos refresca os espaços, ressoa e cria novos ambientes.
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