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Quem é...?

Justyna Niescioruk, Voluntária na Associação QE no âmbito do Serviço de Voluntariado Europeu

(projeto da Comissão Europeia financiado pelo Programa Erasmus +)

justina niesciorukNome
Justyna Niescioruk.

Idade
24 anos.

De onde vens, Justyna? Fala-nos do teu país!
A minha avó diz muitas vezes “Gość w dom, Bóg w dom”, frase que representa o espírito da Polónia, o meu país. Significa que receber visitas em nossa casa é como receber Deus, e é assim que devemos tratar todos os que nos visitam. E é assim que os polacos são – simpáticos, educados e abertos. O meu país tem muitas tradições e a mais importante de todas é a hospitalidade.

A Polónia é um país muito diversificado: montanhas no Sul, o mar Báltico e centenas de lagos a Norte e cidades modernas no centro. Temos 4 estações por ano e neste momento a Polónia está a ser assolada por um inverno gelado. Mas os verões são espetaculares e as temperaturas atingem os 30-35 graus em julho e agosto.

Eu venho de Lublin, uma cidade com locais muito bonitos com a lindíssima Old Town no topo da lista! Outros locais que recomendaria a visitar são: Kraków, Zakopane, Wrocław, Gdańsk, Sopot, Poznań e muitos outros.

Não deixem de provar a culinária polaca, rica em carne, vegetais especiarias e ervas.  “Pierogi”, “żurek”, “schabowy”, e “Forszmak” são pratos tipicamente polacos que todos deveriam provar! 

 

Que livro mais gostaste de ler?
“A criança escondida” de Camilla Läckberg.

Que música gostas de ouvir?
Todas as músicas de Bruno Mars!

O que gostas de comer?
Definitivamente, comida indiana e toda a comida com especiarias.

Que cidade mais gostaste de conhecer?
Não consigo decidir entre 3 cidades: Paris, Tulum e... Lisboa!

O que gostas de fazer nos teus tempos livres?
Gosto de tirar fotografias, dançar (bachata, salsa e Rock 'n' Roll), ler policiais e ver o pôr-do-sol em locais bonitos! Também gosto muito de receber amigos na minha cozinha, pois lá posso fazer pratos deliciosos para mim e para os meus amigos.

O que pensas de Portugal e dos Portugueses?
Portugal surpreende-me todos os dias com as belas ruas de Lisboa, as zonas históricas cheias de história, as pequenas aldeias com os seus habitantes simpáticos, as praias mais belas que eu já vi… os portugueses são simpáticos e atenciosos e isto torna a minha vida muito fácil. A língua portuguesa parecia muito difícil no inicio, mas agora penso que consigo comunicar no dia-a-dia sem problemas de maior.

Porque decidiste fazer voluntariado com pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais?
Eu queria experimentar algo novo, algo “out of the box”. Também queria adquirir conhecimento sobre diferentes tipos de dificuldades desenvolvimentais e ganhar mais consciência sobre as mesmas. Não tinha qualquer expectativa, mas tinha alguns receios: conseguirei eu trabalhar e comunicar com pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais? Será que eles me vão aceitar? Como é que eu reagirei perante uma situação mais complicada?
A minha decisão de fazer voluntariado na QE acabou por ser uma experiência que mudou a minha vida. 

Descreve o teu dia como voluntária na QE. Quais as atividades nas quais participas e o que mais gostas de fazer na QE?
Cada dia na QE é diferente, mas sempre cheio de sorrisos e alegria. Eu ajudo os educadores nas mais diversas atividades – expressão plástica, jogos, culinária, dança, música, inglês. Por vezes acompanho os clientes nos passeios à praia, ao shopping ou a jardins.  Cada atividade é diferente e eu gosto de participar em todas elas, mas as que mais gosto são todas as que incluam movimento, dança e culinária.

Como te sentes ao fim do dia, depois de tantas atividades?
Simplesmente, agradecida. Agradecida pelo dia que virá e que será passado junto de pessoas bondosas, agradecida pelo dia que virá com novos desafios e muitos abraços.

O que te surpreendeu quando começaste a fazer voluntariado com pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais?
A maior surpresa para mim foi a quantidade de amor que todos os clientes têm dentro de si. Estão sempre disponíveis para partilhar boas emoções, sorrisos, abraços e são calorosos quer para a equipa que cuida deles quer para os seus colegas.

O que esperas aprender com esta experiência de voluntariado?
Espero aprender a ser paciente, a dar sem esperar receber, a apreciar cada momento e a transformar problemas em desafios. Também espero aprender coisas mais práticas como viver sozinha, encontrar o equilíbrio entre o trabalho e o tempo livre, gerir o meu orçamento e claro, aprender melhor a língua portuguesa. 

Podes dar algum conselho a quem pensa fazer voluntariado com pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais?
Tenham cuidado, é viciante! E não tenham receio. É mais fácil do que pensam.

Obrigada Justyna!