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Quem é...?

Ioana Popescu, Voluntária na Associação QE no âmbito do Serviço de Voluntariado Europeu

(projeto da Comissão Europeia financiado pelo Programa Erasmus +)

ioana popescuNome
Ioana Popescu.

Idade
20 anos.

De onde vens, Ioana? Fala-nos do teu país!
Eu sou da Roménia, um país que visto num mapa parece um peixe. É um país com montanhas, planícies e zona costeira. É difícil falar do meu país em termos gerais pois é um país muito diverso – varia muito de região para região. Um fato mais concreto pode ser o fato de ter estado sob domínio comunista durante 42 anos, o que fez com que o desenvolvimento do país tenha estagnado. Desde 1989 que a Roménia tem lutado para se tornar um país mais desenvolvido de forma a dar melhores condições aos seus cidadãos. Contudo, o desenvolvimento do país tem sido difícil, especialmente devido à corrupção política.
Sou de Bucareste, que é uma cidade muito diferente das restantes, pois é a capital do país. Sou muito ligada à minha cidade pois vivi ali toda a minha vida, mas tenho uma relação de amor e ódio com a cidade. Para mim é uma cidade de contrastes, com muitas contradições e locais surpreendentes. Uma cidade na qual eu passei a minha adolescência.

 

Que livro mais gostaste de ler, Ioana?
É muito dificil para fazer essa escolha pois acho que não tenho um livro favorito.
Aqui ficam alguns livros que gostei muito de ler: “Tropico de Câncer” de Henry Miller, “O Coração das Trevas” de Joseph Conrad, “Cartas a um Jovem Poeta” de Rainer Maria Rilke, (gosto mesmo muito deste escritor) e “Os Vagabundos do Dharma” de Jack Kerouac, entre outros. Também gostei muito de ler as “«As Intermitências da Morte» de José Saramago e gostava de conhecer mais literatura portuguesa.
O que gostas de ouvir? Ora esta é uma pergunta ainda mais complicada! Sinceramente, ouço todos os tipos de música. Os meus géneros musicais favoritos são jazz, rock psicadélico, funk, indie, dreampop, clássica, entre outros. O meu interesse na língua portuguesa começou quando descobri a música brasileira, em especial Gal Costa, Caetano Veloso e Jorge Ben Jor

O que gostas de comer?
De momento gosto muito de um prato que consiste em massa com salmão, limão, pimenta, alho e salsa E a minha sobremesa favorita é cheesecake.

Que cidade mais gostaste de conhecer?
No ultimo verão fiquei duas semanas em Berlim, de férias e apaixonei-me pela Cidade. Gostava de viver lá um dia.

O que gostas de fazer nos tempos livres?
Ouvir música, ver filmes, ler, viajar, às vezes escrever, descobrir novas coisas, aprender línguas, pensar no que vou fazer com a minha vida e comigo enquanto ser humano. Também gosto de dançar e tirar fotografias.

O que pensas de Portugal e dos portugueses?
Pelo que já tive oportunidade de constatar, Portugal é um país realmente bonito que quero visitar antes de ir embora e é país para o qual, definitivamente se quer voltar. Tenho de admitir que me parece estranho o facto de só parecer haver duas estações: verão e primavera. Gosto muito da forma como as casas estão organizadas, da forma como estão construídas e o facto de serem coloridas. Fiquei um pouco desapontada ao saber que a reciclagem não é muito levada a sério, pelo menos pelo que eu percebi. Quanto às pessoas, parecem-me muito amigáveis e descontraídas.

Porque decidiste fazer voluntariado com pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais?
Porque nunca tinha feito nada parecido e era algo sobre o qual tinha muito curiosidade e vontade em ficar a conhecer melhor. Também pensei que este voluntariado me daria a oportunidade de exercer aptidões sociais e emocionais.

Descreve o teu dia como voluntária na QE. Quais as atividades nas quais participas e o que mais gostas de fazer na QE?
Cada dia na QE é diferente e varia de acordo com o horário. Eu participo em muitas atividades e por vezes o meu horário muda, o que me agrada pois permite-me participar em atividades mais diversificadas. As minhas atividades principais são apoiar os educadores durante as atividades, o que significa ajudar no que for necessário. Também participo nas atividades encorajando os clientes da QE a participarem na atividade. Por vezes trabalho lado a lado com o cliente, ajudando-os ou confortando-os. Gosto de participar em todas as atividades, algumas são mais divertidas que outras, dependendo do dia e da disposição.

Como te sentes ao fim do dia, depois de tantas atividades?
Ao final do dia, é paradoxal, mas sinto-me cansada e enérgica ao mesmo tempo. Dependendo do dia posso sentir-me agradecida, pensativa ou melancólica.

O que te surpreendeu quando começaste a fazer voluntariado com pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais?
A forma como a interação com as pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais consegue ser tão orgânica e a diversidade e simultaneamente, a similaridade entre eles.

O que esperas aprender com esta experiência de voluntariado?
Espero aprender mais sobre as pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais e formas de as ajudar. Espero aprender a ser uma pessoa mais gentil e atenciosa, a exercer as minhas competências sociais, a aprender português e a ser mais assertiva, especialmente de uma forma criativa.

Podes dar algum conselho a quem pensa fazer voluntariado com pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais?
O único conselho que posso dar é vir com coração e mente abertos. A única expectativa que devem ter é que a vossa paciência será testada todos os dias.
E venham à Quinta Essência!