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Quem é...?

Helena Vojaković - Fingler, Voluntária na Associação QE no âmbito do Serviço de Voluntariado Europeu

(projeto da Comissão Europeia financiado pelo Programa Erasmus +)

helena vojakovic finglerNome
Helena Vojaković - Fingler.

Idade
22 anos.

De onde vens, Helena? Fala-nos do teu país!

Olá a todos! Eu sou a Helena e a minha terra natal é a Croácia; um pequeno, mas lindíssimo país situado na Europa Central. Acho que sou uma privilegiada por viver na Croácia pela sua natureza – o magnífico litoral do Mar Adriático e as planícies e montanhas que fazem com que quase 10% de todo o território croata seja composto por parques naturais e reservas. A Croácia é um país onde as pessoas nos recebem de forma afável e onde podemos comer comida deliciosa e explorar locais maravilhosos.

Definitivamente, vale a pena conhecer o meu país!  

Gostas de ler, Helena? Que livro mais gostaste de ler?
Gosto muito de ler, especialmente livros da área social ou psicologia. É complicado dizer qual o livro que mais gostei de ler mas, vêem-me à cabeça dois livros: “1984” de George Orwell e “Um outro nome para o amor” de Colleen McCullough. Estes dois livros tiveram uma grande influência em mim. 

E gostas de música? O que mais gostas de ouvir? 
A música ocupa um importante lugar na minha vida. Não posso dizer que não gosto de determinado tipo de música – prefiro pensar que consigo descobrir algo que goste em todos os tipos de música. Para além disso, o tipo de música que mais ouço depende do meu estado de espírito, mas oiço essencialmente musica clássica, rockjazzbluesskareggaehouse music trance

O que gostas de comer?
Adoro comer especialidades croatas como por exemplo polvo com batatas e vegetais – um dos meus pratos favoritos! Gosto de cozinhar essencialmente pratos com vegetais, queijo, peixe (mais do que carne) e doces. Muitos doces! Sou viciada em açúcar, admito.

Que cidade mais gostaste de conhecer?
Eu não tenho viajado muito, mas adoro Lisboa! Desde o primeiro dia que me senti em casa em Lisboa. A cidade tem uma vibração que me faz sentir livre. 

O que gostas de fazer nos teus tempos livres?
Na Croácia não tenho muito tempo livre por causa dos meus estudos e do trabalho, mas quando o tenho gosto de o passar da forma que quero. Gosto de estar ativa por isso aproveito para tratar do meu corpo e da minha alma de diversas formas: vou ao ginásio, faço yoga, meditação, passo tempo com a minha família e amigos, vou à praia, festivais de música, concertos…

O que pensas de Portugal e dos Portugueses?
Portugal é um país verdadeiramente bonito e sinto-me verdadeiramente feliz por conhecer locais como o Cabo da Roca, Sintra, o litoral algarvio ou os Açores. E ainda há tanto para conhecer e eu muito possivelmente eu não terei oportunidade visitar tudo. Do meu ponto de vista, Portugal é um país muito aberto e sem preconceitos. Acho que os Portugueses são pessoas muito prestáveis e acessíveis. Fiz alguns amigos em Portugal que gostaria de manter. 

Porque decidiste fazer voluntariado com pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais?
Eu escolhi este voluntariado na Associação QE para ganhar experiência para a minha futura vida profissional. Como os meus estudos também estão muito ligados a uma população com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais, o meu voluntariado na QE tem-me permitido aprender a aproximar desta população e descobrir a pessoa que realmente sou. 

Descreve o teu dia como voluntária na QE. Quais as atividades nas quais participas e o que mais gostas de fazer na QE?
Após os meses iniciais de voluntariado, passei a ter um horário fixo e em que apoio atividades fixas. O que faço é dar apoio aos educadores durante as atividades mas a cada dia que passa tenho mais independência no trabalho com os clientes. 
Ajudo em tudo o que posso, mas a maior parte das vezes trabalho com um só cliente ou um pequeno grupo de clientes, tentando fazê-los sentir o mais seguros possível. 
Gosto muito de desenvolver a criatividade dos clientes nos ateliers Arte e Descoberta, JardinArte e Cozinh´Arte. Também gosto muito de trabalhar na Ludoteca. 

Como te sentes ao fim do dia, depois de tantas atividades?
Sinto-me muito orgulhosa de mim mesma pois trabalho muito bem com os clientes, apesar da barreira da linguagem, o que pode por vezes ser frustrante. 
Estar na Associação QE é uma das melhoras experiências que já tive. 
A energia que dou, volta a mim ainda com maior intensidade. 

O que te surpreendeu quando começaste a fazer voluntariado com pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais?
Eles conseguem fazer tanto! O nosso trabalho é descobrir qual o caminho que os pode levar a atingir determinado objetivo. E o mais importante: descobri que cada cliente é uma pessoa especial, tal como todos nós. A deficiência que têm não é algo que os deva catalogar. Cada um deles é tão único e todos têm algo que lhe dá um brilho muito especial. 

O que esperas aprender com esta experiência de voluntariado?
Já aprendi muito acerca de mim mesma e sobre os clientes, mas espero aprender ainda mais sobre a paciência. Ainda tento ser menos stressada e entender melhor as pessoas do ponto de vista psicológico, não só na QE mas na vida em geral. 

Podes dar algum conselho a quem pensa fazer voluntariado com pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais?
Ouve o teu coração. Se ele diz que este é o teu caminho nunca te irás arrepender da tua decisão. Trabalhar com pessoas com deficiência é um chamamento, uma vocação, sem dúvida. 

Hvala Helena!
(“Obrigada” em croata)